Lei civil
Lei civil
De disputas contratuais a indenizações — protegemos seus interesses em direito civil.
Visão geral
O direito civil holandês baseia-se no direito das obrigações estabelecido no Livro 6 do Código Civil holandês. Para a tradução oficial em inglês dessas disposições legais, consulte o Código Civil Holandês, Livro 6 (obrigações e responsabilidade)Compreender essas regras de direito civil é essencial para fazer valer seus direitos contra outra parte.
O direito civil rege as relações jurídicas entre cidadãos e empresas: desde a compra de um produto até uma ação de indenização por danos após um acidente de trabalho, do descumprimento contratual a um ato ilícito. Quando surgem conflitos entre as partes, o direito civil oferece os instrumentos para garantir seus direitos — desde que sejam invocados em tempo hábil e da maneira correta.
Law & More Nossos advogados prestam consultoria e atuam em uma ampla gama de questões de direito civil: disputas contratuais, ações de responsabilidade civil, cobrança de dívidas e litígios sobre propriedade ou direitos de uso. Eles conhecem o Tribunal Distrital e o Tribunal de Apelação e sabem quando uma ação rápida — por exemplo, por meio de procedimentos sumários (kort geding) — é necessária.
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As ações podem valer muito, mas não podem ser simplesmente liquidadas: por trás de cada ativo, há um ativo que representa um valor intrínseco.
O Tratado do Atlântico Norte — geralmente conhecido como Tratado da OTAN ou Tratado de Washington
Durante anos, o setor de trabalho temporário holandês enfrentou dificuldades com agências fraudulentas que exploravam trabalhadores migrantes, pagando-lhes salários inferiores ao devido.
O Que Fazemos
Disputas contratuais e reivindicações de não cumprimento (wanprestatie)
Governança corporativa e conformidade
Tort (onrechtmatige daad) e reivindicações de responsabilidade
Procedimentos de cobrança e penhora de dívidas (conservatório e executório)
Procedimentos sumários (kort geding) e outros procedimentos urgentes
Pedidos de indenização por danos (lesão corporal, prejuízo financeiro, prejuízo comercial)
Responsabilidade do diretor e do grupo (bestuurders- en concernaansprakelijkheid)
Contratos e termos e condições gerais (algemene voorwaarden)
Resolução extrajudicial de litígios e mediação
Execução de sentenças holandesas e estrangeiras
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Perguntas frequentes – Direito Civil
Perguntas frequentes sobre direito civil, respondidas por nossos especialistas.
Ocorre quebra de contrato quando uma das partes deixa de cumprir uma obrigação contratual e esse descumprimento lhe é imputável. Na maioria dos casos, o devedor deve ser notificado previamente da inadimplência, sendo estabelecido um prazo final razoável para o cumprimento da obrigação. Somente após o decurso desse prazo, sem que o devedor cumpra com suas obrigações, é que o devedor entra em mora, conferindo à outra parte o direito a indenização por perdas e danos, rescisão do contrato ou cumprimento da obrigação.
A quebra de contrato surge do descumprimento de um acordo existente entre as partes. Um ato ilícito (onrechtmatige daad) é um ato ilícito praticado contra outra pessoa fora do âmbito de qualquer contrato, como causar danos por negligência. Ambos podem gerar responsabilidade por danos, mas os requisitos, o ônus da prova e os prazos de prescrição diferem. Às vezes, um único evento pode configurar ambos.
O ponto de partida é que a parte lesada deve, na medida do possível, ser colocada na posição em que estaria caso não tivesse ocorrido a violação ou o ato ilícito. Em princípio, o prejuízo efetivamente sofrido deve ser compensado, incluindo os danos materiais e o lucro cessante. Deve haver um nexo causal entre a conduta e o dano, e o dano deve ser imputável à parte responsável.
Uma notificação de incumprimento (ingebrekestelling) é uma notificação escrita que concede ao devedor um prazo final e razoável para cumprir a obrigação. Somente quando esse prazo expira sem que a obrigação seja cumprida é que o devedor entra em incumprimento, adquirindo o direito a indemnização por perdas e danos ou à rescisão do contrato. Em alguns casos, o incumprimento ocorre automaticamente por força da lei, por exemplo, quando um prazo fixo expira e não é necessária qualquer notificação adicional.
Uma ação cível prescreve após o decurso do prazo legal, não podendo mais ser ajuizada em juízo. Os prazos variam conforme o tipo de ação. A prescrição pode, em certas circunstâncias, ser interrompida, por exemplo, por meio de notificação extrajudicial reservando-se o direito de execução, iniciando-se, então, a contagem do prazo.
Os procedimentos de tutela provisória permitem ao juiz de primeira instância conceder uma medida provisória em curto prazo, como uma liminar ou uma ordem de execução. Destinam-se a questões urgentes e não resultam numa decisão final sobre o litígio. A decisão permanece provisória, podendo as partes ainda intentar posteriormente uma ação ordinária de mérito.
Uma penhora provisória é uma medida cautelar que bloqueia os bens de um devedor, como uma conta bancária ou um imóvel, antes ou durante um processo judicial, para garantir a recuperação posterior do valor. Requer autorização prévia do tribunal. Se a ação principal for posteriormente julgada procedente, a penhora pode ser convertida em execução judicial; caso contrário, deve ser revogada e pode gerar responsabilidade por danos causados.
Em regra geral, a parte que alega as consequências jurídicas de determinados fatos deve comprová-los caso sejam contestados. A comprovação pode ser feita por meio de documentos, testemunhas e laudos periciais, entre outros meios. Em certas situações, o ônus da prova se transfere com base na lei ou nos princípios da razoabilidade e da equidade.
Uma sentença judicial que ordena o cumprimento de uma obrigação pode ser executada com o auxílio de um oficial de justiça, que pode, por exemplo, penhorar contas bancárias, salários ou bens e proceder a um leilão público. O tribunal também pode vincular a sentença a uma multa (dwangsom), que o devedor perde enquanto não cumprir a ordem judicial. Orientamos nossos clientes durante todo o processo de execução.
A duração depende muito da complexidade, das provas necessárias e do volume de trabalho do tribunal. Um caso simples de cobrança de dívidas pode ser concluído em poucos meses, enquanto um caso complexo envolvendo testemunhas e peritos pode levar mais de um ano. Para questões urgentes, os procedimentos de tutela provisória podem fornecer uma medida cautelar em curto prazo.
Um acordo extrajudicial permite que as partes ponham fim a uma disputa ou incerteza mediante o registro de disposições vinculativas, por exemplo, como parte de um acordo. Ele vincula as partes mesmo que o resultado seja diferente da situação jurídica real, que é precisamente o que proporciona segurança jurídica.
Em processos cíveis, a parte perdedora geralmente é condenada a pagar as custas judiciais, mas essa indenização é baseada em uma tabela fixa de liquidação e raramente cobre a totalidade dos honorários advocatícios. Somente em casos especiais, como infração de propriedade intelectual, pode ser aplicável a indenização integral.
Qualquer pessoa que identifique um defeito em um serviço prestado deve apresentar uma reclamação à outra parte dentro de um prazo razoável. Reclamar muito tarde pode resultar na perda de seus direitos. O que se considera um "prazo razoável" varia de acordo com as circunstâncias, mas apresentar a reclamação rapidamente e por escrito é sempre recomendável.
Na responsabilidade solidária, o credor pode exigir o pagamento integral de qualquer um dos devedores, que, por sua vez, devem liquidar a dívida entre si. Na responsabilidade solidária, cada devedor responde apenas pela sua parte. A forma aplicável depende da lei ou do contrato.
Sim, em princípio, acordos verbais são tão vinculativos quanto os escritos. O principal problema é a comprovação: em caso de litígio, é preciso demonstrar o que foi acordado. Para alguns atos jurídicos, como a compra de um imóvel por pessoa física, a lei exige um documento escrito.
Termos Jurídicos Essenciais
Terminologia importante explicada em linguagem simples.
Onrechtmatige Daad (delito/ato ilegal)
O fundamento do direito de responsabilidade civil holandês está codificado no Artigo 6:162 do Código Civil. Um ato ilícito ocorre quando alguém causa dano por meio de conduta que: (1) viola o direito legal de outrem, (2) descumpre um dever legal, (3) viola normas não escritas de conduta social adequada ou (4) constitui um ato sem o devido cuidado. O infrator é responsabilizado se houver culpa (que pode ser presumida em certos casos), se o dano for atribuível a ele e se houver nexo causal. Abrange tudo, desde acidentes de trânsito a difamação, concorrência desleal a violações de privacidade. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem cometer atos ilícitos.
Wanprestatie (quebra de contrato)
O descumprimento das obrigações contratuais conforme acordado. Inclui o não cumprimento, o cumprimento defeituoso e o cumprimento em atraso. Quando ocorre o descumprimento contratual (wanprestatie), a parte lesada pode exigir: (1) a execução específica (nakoming), obrigando a parte inadimplente a cumprir sua obrigação; (2) indenização por perdas e danos (schadevergoeding), por perdas sofridas; (3) a rescisão do contrato (ontbinding), extinguindo o acordo; ou (4) a redução do preço devido ao cumprimento defeituoso. O credor geralmente deve enviar uma notificação de inadimplência (ingebrekestelling) antes de exercer esses direitos, a menos que o prazo tenha claramente expirado ou o cumprimento imediato seja impossível. Ao contrário da responsabilidade objetiva (onrechtmatige daad), o descumprimento contratual (wanprestatie) nem sempre exige culpa – algumas obrigações são de responsabilidade objetiva.
Schadevergoeding (danos/compensação)
Compensação monetária por perdas ou danos. A lei holandesa reconhece dois tipos principais: materiële schade (danos materiais), que cobrem perdas financeiras diretas, como danos à propriedade, custos médicos, perda de rendimentos e prejuízos comerciais; e immateriële schade (danos imateriais), para danos não patrimoniais, como dor e sofrimento, que só são concedidos em circunstâncias específicas, como lesões corporais ou violações de honra. Os danos devem ser comprovados e ter relação causal com o ato ilícito ou a violação. A parte lesada tem o dever de mitigar os danos (schadebeperkingsplicht). Não existem danos punitivos na lei holandesa – a compensação visa restaurar a vítima à sua situação anterior ao dano, e não punir o infrator. Os juros (wettelijke rente) incidem a partir da data do dano.
Verjaring (Período de Limitação)
Prazo para o ajuizamento de ações judiciais, após o qual elas se tornam inexequíveis. O prazo prescricional padrão é de cinco anos a partir do dia seguinte ao que o reclamante tomou conhecimento, ou deveria razoavelmente ter tomado conhecimento, tanto do dano quanto da parte responsável. A prescrição absoluta ocorre 20 anos após o evento, independentemente do conhecimento prévio. Prazos específicos se aplicam a certas ações: dois anos para danos pessoais (a partir da descoberta do dano), três anos para defeitos de produtos e cinco anos para responsabilidade profissional. O prazo prescricional pode ser interrompido pelo reconhecimento da reclamação, pelo pagamento ou pelo ajuizamento de uma ação judicial. Uma vez expirado, o direito à ação é extinto – o tribunal o rejeitará, mesmo que, de outra forma, fosse válido. É fundamental monitorar os prazos prescricionais e agir antes do vencimento.
Ônus da prova
A obrigação de provar os fatos que sustentam a própria posição jurídica. Regra geral: "quem alega deve provar" (wie stelt, bewijst). O requerente deve provar os fatos que fundamentam sua alegação; o réu deve provar os fatos que sustentam sua defesa. O padrão de prova é o da preponderância de provas (mais provável do que improvável), inferior ao padrão de prova além de qualquer dúvida razoável do direito penal. As provas podem incluir documentos escritos (o padrão mais forte), depoimentos de testemunhas, pareceres de especialistas e provas circunstanciais. Os tribunais têm ampla discricionariedade para avaliar as provas e podem inverter o ônus da prova em situações específicas, como quando uma das partes detém o controle exclusivo das informações relevantes. O não cumprimento do ônus da prova resulta no indeferimento da alegação ou da defesa.
Dwangsom (Pagamento de penalidade)
Uma multa periódica imposta por ordem judicial (semelhante ao desacato ao tribunal) para obrigar o cumprimento de uma sentença. Quando um tribunal ordena que alguém execute uma ação ou cesse uma conduta, pode impor uma multa: uma penalidade a ser paga à outra parte (não ao Estado) por cada dia ou ocorrência de descumprimento, até um valor máximo. Por exemplo, um tribunal pode ordenar que uma empresa cesse a violação de uma marca registrada e impor uma multa de € 5,000 por dia de violação continuada, até um máximo de € 500,000. A multa é distinta da indenização por danos – destina-se a garantir o cumprimento da ordem, não a compensar perdas. É comum em casos de mandado de segurança, execução de contratos e disputas de propriedade intelectual. É eficaz porque se aplica automaticamente, sem necessidade de novos procedimentos judiciais, uma vez violada a ordem.
Conservatório Beslag (anexo provisório)
A penhora provisória de bens de um devedor visa garantir um crédito antes da obtenção de uma sentença definitiva. É utilizada quando há necessidade urgente de impedir que o devedor disponha de bens, impossibilitando a cobrança. Pode incluir contas bancárias, imóveis, estoques, contas a receber ou outros bens. Requer autorização judicial e o credor deve demonstrar: (1) um crédito legítimo e (2) a urgência da penhora. O credor geralmente deve depositar uma caução para cobrir possíveis prejuízos caso a penhora se mostre injustificada. Após a penhora, o credor deve iniciar o processo principal em até 14 dias, sob pena de a penhora caducar. É uma ferramenta poderosa para pressionar por um acordo ou preservar as chances de recuperação do crédito, mas acarreta riscos caso o crédito principal seja julgado improcedente. É comumente utilizada em disputas comerciais, especialmente com partes internacionais ou risco de fuga.
Ingebrekestelling (Aviso de Inadimplência)
Notificação formal por escrito entregue à parte que não cumpriu sua obrigação, colocando-a oficialmente em mora (in verzuim). Exigida antes que o credor possa reivindicar indenização por atraso, rescindir o contrato ou buscar execução judicial. Deve indicar claramente: (1) qual obrigação não foi cumprida, (2) um prazo razoável para o cumprimento e (3) as consequências da continuidade do descumprimento. Não é exigida quando: o prazo já expirou e o cumprimento permanece ausente, o cumprimento é permanentemente impossível ou o devedor indicou claramente que não cumprirá. A notificação inicia a contagem dos juros de mora e permite que o credor exerça os direitos em caso de descumprimento. Deve ser enviada por carta registrada ou e-mail com confirmação de leitura como prova. Etapa inicial essencial na maioria das ações de execução de contrato.
Onrechtmatige Daad (delito/ato ilegal)
Um ato ilícito contra outra pessoa fora de qualquer contrato, como causar danos por negligência, que obriga o infrator a indenizar o dano resultante quando o ato lhe for atribuível.
Ingebrekestelling (Aviso de Inadimplência)
Uma notificação por escrito que concede ao devedor um prazo final e razoável para cumprir o contrato. O incumprimento, e com ele o direito a indemnização ou rescisão, geralmente só surge após o decurso desse prazo sem que o contrato seja cumprido.
Dagvaarding (Mandado de Intimação)
O documento oficial, entregue por um oficial de justiça, que inicia um processo civil e intima a outra parte a comparecer perante o tribunal, expondo a reclamação e os seus fundamentos.
Verzuim (Padrão)
O estado em que um devedor deixa de cumprir suas obrigações após ser notificado da inadimplência ou quando esta já se tornou inadimplente por força de lei. A inadimplência geralmente é necessária para o ressarcimento por atraso e para a rescisão do contrato.
Hoger Beroep (Apelação)
O recurso legal pelo qual uma parte submete uma sentença do tribunal distrital ao tribunal de apelação para revisão, onde o caso é, em princípio, reconsiderado na íntegra dentro do prazo legal de recurso.
Ontbinding (Rescisão)
A rescisão de um acordo recíproco em virtude de uma violação contratual, após a qual as partes devem desfazer as obrigações já cumpridas. A rescisão pode ocorrer extrajudicialmente ou por decisão judicial.
Anulação
A anulação de um contrato em virtude de um vício existente no momento da sua celebração, como erro, fraude ou abuso de circunstâncias, com efeito retroativo ao momento da celebração.
Verstekvonnis (julgamento padrão)
Uma sentença proferida quando o réu não comparece ao processo. A ação é geralmente julgada procedente, a menos que se mostre ilegal ou infundada. O recurso de oposição é cabível.
Verbo Causal (Causação)
É necessário haver um nexo causal entre a conduta e o dano. Sem uma relação causal suficiente entre a violação ou o ato ilícito e o prejuízo, não há, em princípio, obrigação de indenizar esse prejuízo.
Mediação (Mediação)
Uma forma de resolução de conflitos em que um mediador independente orienta as partes para que cheguem a um acordo por si mesmas. Geralmente é mais rápido e menos oneroso do que um processo judicial.
Vaststellingsovereenkomst (Acordo de Liquidação)
Um acordo pelo qual as partes resolvem uma disputa ou incerteza, registrando em termos vinculativos o que se aplica entre elas. É válido mesmo que seu conteúdo seja diferente da posição jurídica anterior e é frequentemente usado em acordos extrajudiciais.
Klachtplicht (dever de reclamar)
A obrigação de apresentar reclamação dentro de um prazo razoável após a descoberta de um defeito em um serviço prestado. A parte que apresentar reclamação tardiamente poderá perder o direito ao reparo, à rescisão ou à indenização.
Hoofdelijke Aansprakelijkheid (responsabilidade solidária)
Situação em que vários devedores podem ser responsabilizados pela totalidade de uma dívida. O credor escolhe a quem se dirigir a dívida; os devedores devem então liquidar a dívida entre si.
Boetebeding (Cláusula Penal)
Cláusula contratual que estipula o pagamento de uma quantia fixa em caso de descumprimento, independentemente do prejuízo efetivo. O tribunal pode, mediante solicitação, reduzir uma multa contratual excessivamente alta.
Direito de Inspeção de Documentos (Exhibitieplicht)
O direito, sob certas condições, de exigir a inspeção ou uma cópia de determinados documentos em posse de outra parte. Este instrumento é utilizado para assegurar ou obter provas em um processo civil.
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